Novembro 17, 2007...6:39 am

Foi num carnaval…

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… que eu conheci o cara que roubou meu coração. Exatamente no dia 8 de fevereiro. O ano não vem ao caso… ahahahaha!

 

Apesar do tempo de festas e farras, eu estava para descanso, sombra e água fresca. A idéia para aquele feriado, que chegava depois de um começo de ano cheio de mudanças e decisões a serem tomadas, era colocar as idéias no lugar, comer, beber e dormir. Ponto final.

 

Mas eis que resolvo sair do meu cantinho recluso acompanhado da minha melhor amiga, para encontrar algumas outras poucas e boas companheiras. Por coincidência, uma delas havia terminado um namorico naquele mesmo dia. E, claro, fomos beber juntas!

 

Ela, revoltadíssima, ligou pra um amigo-confidente que também acabara de sair de um relacionamento conturbado e ele apareceu, acompanhado de outro ser do sexo masculino que eu só conhecia de vista…

Os dois chegam no posto de gasolina onde a gente tinha parado pra comprar brejas empurrando um Opala sem combustível! Daquelas cenas que, se não fossem cômicas, seriam mais do que trágicas!

Mas tudo ótimo! O tema adotado, óbvio, foi o eterno conflito entre homens e mulheres que tentam manter uma relação a dois. Cada um falando mal do seu ex, exaltando apenas os defeitos, como não poderia deixar de ser.

 

Enquanto isso, eu me restringia a um ou outro palpite, muitas risadas e umas  olhadelas praquele amigo semi-desconhecido que tinha chegado empurrando o carro com o outro. Papo vai, papo vem, descubro que ele também estava na panela dos que tinham acabado de brigar com a namorada. Mas percebi que ele estava em outro nível de preocupação com o fato: aquele com a tecla foda-se apertada, sabe? “Foda-se ela, nem to tão interessado no que vai acontecer amanhã. Se terminar de vez, ótimo. Se não, bom também!”

 

Juro que até aí meu grau de interesse por qualquer relacionamento estava perto do 1%. Mas é aí que sempre acontece alguma coisa…

 

Aconteceu que, depois de caras cheias de bebidas alcoólicas e algumas insinuações bem sutis, todos fomos embora. Eu e as meninas, para meu refúgio, longe da cidade. Os homens, para os seus respectivos endereços, ou sei lá eu! Comentamos por cima que estaríamos abrigadas bem longe da farra até o fim daquele carnaval, e adivinha o que aconteceu no dia seguinte??? Lá apareceram eles, com algumas bebidas debaixo do braço e muita conversa mole! Além disso, levaram mais um casal de amigos em comum e ótimas histórias, que nos renderam risadas até altas horas da madruga!

 

Conversa vai, conversa vem (mais uma vez) e começa a palhaçada!

 

Assunto: beijo na boca. E a conversinha mole impera: “se você der um selinho nele, eu dou no amigo”; “ah, não… você primeiro…” e assim foi, até a hora em que eu, pra acabar com a enrolação e não passar batida aquele carnaval (sim, porque mesmo não sendo uma prioridade, passar o carnaval sem um beijinho na boca quando se é solteira é deprimente), beijei o amigo!!!

 

Caraca! Nem sei explicar o que aconteceu! Uma identificação instantânea, uma química absurda, um sei-lá-o-que irresistível! Beijei muuuito! E parei por aí. Afinal, calma lá, ele nem tinha definido o caso do namoro dele (pra falar a verdade, não estava muito preocupada com isso, mas achei melhor segurar a onda… pelo menos na primeira vez! Até porque, no nosso refúgio, não estávamos sozinhos… mãe, pai, periquito e papagaio constavam!)

 

Não sei se foi a conjunção dos planetas, a interferência astrológica ou apenas a quantidade de vodca na cabeça que fez isso! Só sei que, tanto eu quanto a minha amiga, começamos a namorar os carinhas que naquele terceiro dia de carnaval empurravam o Opala! E continuamos até hoje juntos! Eu com meu namorado, ela, com o dela. Nós quatro compartilhando diversos casos hilários e tristes, claro! Histórias completamente diferentes, mas que se misturam em muitos momentos. No começo, e nos anos que se seguiram…

 

E espero que continuemos a formar esse quarteto fantástico por muitos e muitos anos!

4 Comentários

  • Adoreiii..hahaha
    Eu sou a Amiga do dia do Opala.!!!!!

  • Que legal… eu tb tenho meu quateto fantástico… isso não pode terminar nunca. Bjs *)

  • oi! achei seu blog no link da Muleka e adorei! naum tenho meu quarteto fantastico, mas tenho uma historia bem parecida, hihihi… soh ainda naum consegui entender se tu namora ou naum… hihihi… beiju!

  • Luciana,
    obrigada pela visita!
    este blog não tem uma única autora…
    Ainda vamos explicar direitinho quem somos nós…. mas o bacana é pensar em cada história separadamente… elas não respeitam uma cronologia definida. São apenas casos que aconteceram comigo ou pessoas conhecidas! Se quiser, pode mandar sugestões de temas!
    Obrigada mais uma vez!


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