Novembro 7, 2007...11:08 pm

Não basta ser amiga, tem que participar

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Durante os quatro anos em que estudávamos juntas, formamos um trio unido. Trabalhos e provas em grupo, lá estávamos as três. Se era hora da balada, chegávamos e íamos embora juntas (exceto por alguma razão bem especial, claro). E lá fomos nós, pra balada em plena terça-feira. Essas são as melhores: um dia nada a ver, um lugar novo no repertório. Caipirinhas, chopes, batidinhas. Enfim, doses variadas para provar o máximo possível das opções de drinks do cardápio. Tudo indicava que seria realmente uma noite daquelas que entra para a história.Lá estávamos nós, felizes e contentes, tomando todas! Eis que eu percebo que as outras duas componentes do trio fantástico estavam alegrinhas a ponto de ultrapassar aquela linha bem fina para chegar num estado alcoolizado crítico. Em especial uma delas, que não demorou muito para dizer em um volume um tanto quanto exagerado… “vou dar uma volta!”. E saiu sem esperar uma resposta do tipo… “vamos também”.

Ok. Lá foi ela.

Para você me entender melhor, preciso falar mais uma coisinha sobre mim. Confesso que tenho um defeito sério! Sempre que percebo que as pessoas que estão comigo na balada estão pisando na jaca com força, dou uma maneirada. Não consigo simplesmente desencanar e beber junto, sabe? É o famoso senso de responsabilidade. Chato muitas vezes, mas necessário. Acabo cuidando das amigas exageradas. Esse dia, chegamos ao exemplo máximo do que é ter que cuidar da amiga bêbada!

Continuando…

Dez minutinhos depois, nada da voltinha acabar. Normal. Mas 1 hora e meia depois, comecei a ficar preocupada. Percorri os arredores com os olhos e nada. Minha outra amiga estava feliz e contente de papo com um moçoilo moreno dos olhos verdes. E eu, a essa altura, nem ouvia o que o amigo dele, até interessante, tentava me contar todo animado. Só procurava manter aquele sorriso meio amarelo.

Usei a tática do banheiro. Desse a todos que precisava ir ao toalete e saí dali. Fui realmente ao banheiro, chamei pelo nome da minha amiga e nada! Passeei por toda a balada, todos os ambientes, procurei em cada cantinho escuro do recinto, cada sofá e poltrona do lugar. Nada. Aí eu fiquei realmente preocupada. Voltei pra encontrar a outra amiga, na expectativa de que ela sugerisse alguma coisa, ou, no mínimo, me ajudasse a procurar. A sugestão que eu ouvi foi pra desencanar. Ok!

Foi o que tentei fazer. Afinal, por que me comportar como a mãe da minha amiga? Ela que fizesse o que bem entendesse. Fomos para pista de dança acompanhadas dos amigos. Se não me engano, eles eram de uma cidade próxima a cidade onde nasci e, como eu, moravam fora para fazer faculdade. O papo recomeçou!

E não durou 15 minutos. Antes disso, chega uma menina saída não sei de onde, que eu nunca tinha visto mais gorda.

- Você que é a Fulana (desculpa pelo “fulana”, mas vamos deixar os nomes pra lá!)?

- Sim, sou eu.

- Sua amiga está caída lá no banheiro. Passando muito mal.

Aiai. Eu sabia! Lá fui eu, e sozinha! A outra amiga que estava com a gente já tinha passado para o próximo estágio e estava no maior love com o morenão! Encarei sozinha… Quando cheguei ao banheiro, ela estava espatifada no chão, com a portinha da cabine aberta e semi-abraçada ao vaso! Desculpa, amiga, tive que contar…

Pois então, comecei os procedimentos de emergência. Compra de água, chocolate, arruma um leque improvisado, segura o cabelão comprido da amida. Abana, assopra, conversa. Nada surte o efeito esperado. Opção seguinte: chamar reforços. Pedi para a amiga aos beijos lá na pista de dança dar um help. Vendo meu grau de irritação se elevando, ela atendeu!

Agora sim. Nós duas conseguimos levantar a minha amiga até a pia mais próxima e dá-lhe água na nuca. Nos punhos. Na cabeça inteira.

Bom, desisto! Deixei a minha amiga sentadinha na cadeira daquela famosa tiazinha que toma conta do banheiro, que na verdade só vende balas e chicletes a preços exorbitantes!!!!

Fui pagar as contas de todas. Depois daquele tamanho de fila, ao retornar, a cena que eu encontro??? Minha amiga passada de novo esparramada no chão do banheiro e a outra, sentada na cadeirinha da tia. Agora já era demais! Chega de diplomacia! Chamei os seguranças da balada e pedi pra carregar a amiga pra fora!

Para finalizar a noite, enquanto acompanho de perto os seguranças carregando a minha amiga, distraída, pensando em como iria fazer para tirar ela do carro depois, tropecei em um mocinho na porta. E ele, em alto e bom som.

- Oh, moço! Carrega essa aqui também!

Entrei no taxi, voltamos pra casa! Eu rindo, lembrando de todas as cenas da noite. Rindo pra não chorar!

5 Comentários

  • A bêbada em questão

    Hahahahaha, e o pior é que a amiga bêbada em questão aí sou eu… você esqueceu de contar do chokito derretido do meu cabelo, que parecia você sabe o quê, rs, e que o taxista não queria que eu entrasse no carro de jeito nenhum! tivemos que arrumar um saquinho plástico pra convencê-lo. Ah, e a minha cena engatinhando no hall do apartamento foi a melhor! Dá-lhe água fria na cabeça: “Tá gelado… põe no quente, por favor, buaááá!”. É por essas e outras, muitas outras, hehehe, que amo muito, pra sempre!

  • Isso que é parceira! Deve ter sido comédia, imagino como vc tenha se sentido, mas com certeza será motivo de risadas depois essa história.
    Bjs *)

  • Eu já perdi balada por uma amiga bêbada, ela bebeu tanto antes de entrar q tivemos q ir embora, é um saco neh, mas amiga é pra essas coisas!!!

  • oi como vai ??
    quero ter migas

  • Uma historia hirada,as vezes eu tmbm sou assim mas como no momento não tenho amigas.Não tenho com o que me preocupar !!!


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