Outubro 31, 2007...1:22 am

Mudança de Hábito

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Depois de um vasto currículo de relacionamentos com as piores espécies de cafas disponíveis no mercado, decidi dar chance a algo totalmente novo e desconhecido para mim. Cansei de ficar batendo a cabeça (e, conseqüentemente, os chifres) na parede e resolvi jogar fora aquele maldito imã nada seletivo que sempre colocava um traste bem grande no meu caminho. Ok, jogar fora pode ser exagero então, digamos, que eu o tenha desligado temporariamente. É, géntem, conheci o último romântico (siiiiiiim, ele existe!) e confesso que isso tem me assustado um bocado. É fato que esse perfil de homem não exerce em mim o mesmo poder arrebatador e instantâneo de paixonite aguda e tesão crônico que o cafa desperta. Em outras épocas, podem ter a certeza de que o fofo me causaria náuseas. Ser cafa era pré-requisito pessoal e intransferível para que eu me interessasse por um homem, só que, dessa vez, foi diferente [Play: E viva a terapia!!! Stop]. Pensei, por que não tentar? Por que não dar uma chance, finalmente, a um relacionamento que tem probabilidades reais de dar certo? Estou me rendendo às delícias de receber flores pessoalmente no escritório (não é lindo?), aos torpedos apaixonados enviados de meia em meia hora, aos telefonemas de bom-dia e às conversas noturnas intermináveis “Desliga você. Não, desliga você…” É indescritível a sensação de conhecer um cara que quer te namorar antes de te levar pra cama; que, de tão empolgado, já falou de você pro pai, pra tia, pra avó, pra vizinha, pro papagaio e vai te levar pra almoçar com a família dele no próximo feriado; que não tem pudores ou máscaras para dizer que está apaixonado.

O fato é que, pelo menos por hora, troquei a intensidade instável dos relacionamentos cafas por uma sensação de plenitude e segurança que eu não sentia há anos e estou amando. Desci da montanha-russa! Agora, quero a leveza de uma roda-gigante.

Tomara Deus que eu goste da nova brincadeira, Amém!

     

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